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Diego Costa na Espanha

Foto: clubatleticodemadrid.com

Foto: clubatleticodemadrid.com

Uma coisa é fato: Diego Costa tem todo o direito de pensar em sua vida profissional e optar em jogar por outro país, nesse caso a Espanha. Mas, pessoalmente, acho chato o jogador já ter tido chance de atuar na Seleção Brasileira, entrar em dois jogos e depois vestir a camisa de outra seleção. É estranho.

Estamos voltando aos anos 1950 e 1960, quando diversos jogadores vestiram camisas de seleções diferentes, como os casos do Mazola e do Di Stéfano? Por isso é estranho. Num futebol competitivo, como o de hoje, não podem haver brechas nestas regras da FIFA.

Afinal, quem lembrou dele primeiro foi o Brasil. O jogador tinha sido convocado para dois amistosos, nos quais não jogou absolutamente nada. Não mostrou para o que veio. Outro ponto a ser considerado: se ele foi convocado para atuar no Brasil naquela vez, por qual motivo se apresentou à Seleção? Era melhor ter dito na época que não queria vestir a camisa canarinho, mas sim a da Espanha.

Além disso, já vi uns 15 jogos do Atlético de Madrid (9 durante a temporada passada e 6 nesta atual). Sinceramente? É um bom jogador; nada mais que isso. Nada de outro mundo. Nada para tanto espaço na mídia.

É possível que o atacante não tivesse vaga no esquema do Felipão, pois possui um estilo diferente do Fred e do Jô. Diego se movimenta mais e me parece que, nesta seleção, o ideal seria um atacante que fizesse o pivô para rolar pra quem vem de trás subir num cabeceio ou disputar bola com os zagueiros, não um cara que sai da área. Se ele fizesse isso, quem sabe, tiraria até mesmo o espaço do Neymar.

Sendo assim, acredito que o Diego vá jogar melhor no país europeu. Além disso, o esquema da Espanha necessita de um jogador com as características do Diego Costa. A Seleção espanhola tem um futebol de “toque e roda”, ou seja, a adptação do sergipano seria mais fácil, por ser mais técnico do que os outros atacantes espanhóis. Vejamos: Fernando Torres não está jogando nada; Soldado é caneleiro; o Llorente é um bom atacante de área, mas é lento demais; e o Villa, infelizmente, já está ficando velho.

Agora, o que mais me incomoda foi o mistério usado para se vender. Era só dizer: “vou jogar pela Espanha”. Simples. Mas Diego deixou de jogar pelo Brasil, preferindo a seleção espanhola. Tudo bem, escolha dele. Respeito. Contudo, é um ‘absurdo’ o atacante ter proporcionado uma rusga entre as federações brasileira e espanhola, se fazendo de “gostosão”, como se fosse um Romário. Termino, assim, com a última afirmação: essa disputa por ele foi desnecessária e o Brasil poderia ter aberto mão dele. Não vai fazer tanta falta para a gente.

Por Klaus Wolff

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